Pesquisadoras da REMA publicam série de artigos no Le Mondè Diplomatique Brasil

Textos tratam sobre os três eixos temáticos de pesquisas desenvolvidas pela rede; confira


Em maio, no mês das mães, pesquisadoras da Rede Transnacional de pesquisas sobre Maternidades destituídas, violadas e violentadas (REMA) publicaram no Le Mondè Diplomatique Brasil uma série de artigos a partir dos eixos temáticos de pesquisas da rede.

O primeiro artigo, com o título “Quando o Estado mata, quem acolhe?”, assinado pelas pesquisadoras Lucía Eilbaum e Juliana Farias, trata das pesquisas trabalhadas em torno do eixo “maternidades violentadas”. Por meio do texto, as autoras apresentam histórias/questões que atravessam as vivências de mães e de familiares de vítimas de violência de Estado e de coletivos organizados, por elas e por outros ativistas, para fazer frente à violência estatal, para combater o racismo e para denunciar o genocídio da população negra no Brasil, entre outras pautas.

Essas questões não esgotam as discussões necessárias sobre o tema, mas são as violações de direitos que as pesquisadoras têm priorizado no trabalho com a REMA em diálogo permanente com parceiras de luta.

O segundo artigo remete ao eixo “maternidades violadas” e tem como título “Como as práticas de violência obstétrica ferem os direitos humanos?”. O texto, assinado pelas pesquisadoras Stephania Klujsza e Mariah Torres Aleixo,  aborda a violência obstétrica a partir da perpectiva de que o termo evidencia problemas que sempre existiram na assistência ao parto e que, no entanto, eram consideradas inerentes ao processo de parir e nascer. 

O artigo parte de casos do cenário obstétrico brasileiro – e latino-americano – que mostram como esse tipo de violência coloca em risco a saúde, a vida e a dignidade das gestantes, parturientes e seus bebês.

O terceiro artigo recebeu o título de “Por que mulheres continuam perdendo seus filhos para o Estado?” e foi desenvolvido pelas pesquisadoras Ariana Oliveira e Tássia Áquila. O texto apresenta discussão do eixo “maternidades destituídas” ao tratar sobre o caráter histórico e estrutural dos casos de destituição sobre certas maternidades. 

Segundo as autoras, o termo “sequestro” passa a ser adequado em parte dos casos por caracterizar histórias de crianças são retiradas de seus núcleos familiares e levadas para instituições de acolhimento, sem muitas vezes de fato existir uma violação. Casos esses que mobilizam os debates acadêmicos, ativistas e profissionais.

Confira os textos e compartilhe.

Imagem de capa: créditos da imagem

 

 

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